Uma escola não precisa ser inteiramente produzida em fábrica para usar construção modular. Em Roca Sales, no Vale do Taquari, o governo do Rio Grande do Sul publicou um edital para um complexo escolar que combina sistema modular off-site e construção convencional.
O objeto inclui projetos básicos e executivos de arquitetura e engenharia em metodologia BIM, aprovações e execução. A descrição do edital divide o complexo em escola municipal de 2.706,25 m² e escola estadual com ginásio de 3.741,53 m², totalizando 6.447,78 m². Trata-se do escopo de uma licitação, não de prédios já entregues.
Por que o sistema é misto
O documento não reduz a obra a módulos prontos. Estruturas, fundações, infraestrutura, espaços externos e a ligação entre edifícios precisam ser compatibilizados com componentes produzidos fora do canteiro. Em um programa escolar, circulação, acessibilidade, segurança e manutenção fazem parte do desempenho final.
O uso de BIM no edital aponta para coordenação de informações de projeto. Isso pode ajudar equipes a identificar conflitos antes da execução, mas a qualidade dos modelos e da obra continua dependendo de revisão, fiscalização e decisões no terreno.
O que vale acompanhar
A experiência será relevante para observar como um sistema misto responde a um programa público complexo. Mais do que contar módulos, será necessário verificar implantação, conforto dos estudantes, manutenção e capacidade de adaptar os espaços com o passar dos anos.
O caso mostra uma questão central da industrialização: repetir componentes pode organizar a produção, mas cada escola precisa funcionar em seu território e para sua comunidade.
Esta análise foi produzida a partir de uma publicação de Compras Eletrônicas RS — Edital 0076/2026, de 19 de agosto de 2026. Consulte o documento original ↗
